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Diário Trabalhista do #Covid19 no Brasil: A necropolítica do governo Bolsonaro na pandemia do COVID19

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De Osmar Alencar Jr. e Fabrizio Lorusso

[Versión en portugués y, en seguida, en español – 30/03/2020 – Publicado también en Desinformémonos link]

Os conceitos de biopolítica e necropolítica tornaram-se cada vez mais relevantes nas ciências sociais, e até na mídia, para interpretar as contradições e violências da época em que vivemos, caracterizada por um sistema capitalista mundializado, neoliberal, financeirizado, cuja raiz é a superexploração do trabalho e a concepção do produto como riqueza de poucos e pobreza/miséria de muitos.

Podemos entender a biopolítica como uma forma de poder e gestão da vida humana, da população e da sociedade como parte da espécie, a partir de seus constituintes biológicos e existenciais. Também, entendida como uma função “protetora” e, ao mesmo tempo, controladora e disciplinadora, sobre corpos e grupos humanos, exercida pelo Estado por meio de leis e políticas públicas.

Essa função protetora do Estado é exercida pelo biopoder, o poder do Estado de regular a sociedade em vários aspectos da vida, desde o nascimento até a morte. Ganhou espaço na Europa Ocidental com o Welfare State. Tal poder passou a decidir sobre quem proteger ou não na população, estabelecendo hierarquias étnicas, de classe ou de gênero contra aqueles que supostamente representam uma “ameaça” para o resto da sociedade: por exemplo, isso acontece com a criminalização da migração e negação de serviços de saúde para refugiados; com a escolha sobre qual vida deve prevalecer, se a de jovens ou de idosos, quando respiradores são escassos em um hospital lotado por centenas de pessoas infectadas pelo COVID-19 ou quando opta por retirar a população jovem do isolamento social, em meio a uma pandemia, para não afetar os mercados.

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Diário Trabalhista do #Covid19 no Brasil: Os trabalhadores primeiro, o capital depois

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[Tercera entrega (24/03/2020) para lamericalatina.net en portugués del académico y activista Osmar Alencar desde el estado brasileño de Piauí – Terza consegna per lamericalatina.net in portoghese dell’accademico e attivista Osmar Alencar dallo stato brasiliano del Piauí]

Por Osmar G. Alencar Jr

Na pandemia do Coronavírus (Covid-19), ao mesmo tempo em que as medidas de isolamento social são a solução encontrada, até agora, para minimizar o contágio da população e reduzir as mortes nos estratos mais vulneráveis da população, são, também, a ruína para o modo de produção capitalista, pois a redução ou a suspensão da produção, da circulação e do consumo de bens e serviços acelera a tendência decrescente das taxas de lucros, paralisa os mercados e aumenta sua crise sistêmica.

Por isso, medidas de isolamento social são questionadas pelo capital e seus seguidores. Assistimos, pela mídia, depoimentos de lideres empresariais brasileiros contestando tais medidas, com argumentos rasteiros, invocando a estatística para explicar que os números de morte no mundo e no Brasil são muito baixas em relação a outras doenças, e, que, portanto, uma “gripezinha” não pode parar a produção, a circulação e o consumo de mercadorias e serviços no Brasil. Nessa perspectiva, tudo isso se resumiria a uma histeria coletiva e descabida. Continua a leggere

Diário Trabalhista do #Covid19 no Brasil: O CAPITAL FINANCEIRO TEM DE DAR A SUA CONTRIBUIÇÃO

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[Segunda entrega (23/03/2020) para lamericalatina.net en portugués del académico y activista Osmar Alencar y de Alyne Maria Barbosa de Sousa, desde el estado brasileño de Piauí – Terza consegna per lamericalatina.net in portoghese dell’accademico e attivista Osmar Alencar e di Alyne Maria Barbosa de Sousa, dallo stato brasiliano del Piauí. Osmar G. Alencar Jr., professor do Departamento de Economia da UDFPar e doutor em Políticas Públicas; Alyne Maria Barbosa de Sousa, professora do Departamento de Gestão e Negócios do IFPI e doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente].

O CAPITAL FINANCEIRO TEM DE DAR A SUA CONTRIBUIÇÃO: Flexibilização da LRF, Revogação da EC 95 e Suspensão do Pagamento do Serviço da Dívida Pública

As medidas econômicas adotadas pelo Governo Bolsonaro para conter a crise econômica aprofundada pela pandemia do Corona vírus são insuficientes, para não dizer apavorantes para a economia brasileira.
Antecipar parte do 13° salário dos aposentados e pensionistas, reduzir juros do crédito consignado para clientes do INSS de 2,08% para 1,8% ao mês, diminuir a taxa de juros do cartão de crédito de 3% para 2,7% ao mês; reduzir o encaixe compulsório dos bancos junto ao Banco Central para aumentar a oferta monetária e baixar os custos do crédito para as famílias e empresas, liberar recursos do DPVAT e do Censo do IBGE para o SUS, declarar calamidade pública do governo federal para poder alterar a meta do resultado primário brasileiro em 2020, e dar auxílio emergencial no valor de R$ 200,00 por pessoa, durante 3 meses, para apoiar os trabalhadores informais, desempregados e microempreendedores individuais que sejam de família de baixa renda serão medidas inócuas para ativar a economia e proteger os cidadãos e os não-cidadãos brasileiros no ano de 2020. Continua a leggere

Diário Trabalhista do #Covid19 no Brasil: ABAIXO OS LUCROS: todos os recursos para preservar a vida da classe trabalhadora

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[Primera entrega (22/03/2020) para lamericalatina.net en portugués del académico y activista Osmar Alencar desde el estado brasileño de Piauí – Terza consegna per lamericalatina.net in portoghese dell’accademico e attivista Osmar Alencar dallo stato brasiliano del Piauí]

ABAIXO OS LUCROS: todos os recursos para preservar a vida da classe trabalhadora

É verdade que qualquer formação social para existir necessita de um modo de produção e, este, influenciará no modo de vida da sociedade.

Desde a queda do Muro de Berlim, o modo de produção capitalista tomou dimensões planetárias, em um processo chamado de mundialização pelos franceses e de globalização pelos ingleses, e passou a influir no modo e na qualidade de vida, de quase a totalidade, da população mundial.

No entanto, é bom ressaltar, que o modo de produção capitalista caracteriza-se por ter uma base econômica assentada em relações de produção marcadas pela exploração e pelo lucro.

E por uma superestrutura jurídico-política e ideológica voltada para garantir a unidade da sociedade a partir da dominação política de uma classe ou fração de classe, utilizando a ideologia (jurídico-política) para escamotear os interesses econômicos da classe dominante e transformá-los em interesses gerais do povo ou da nação, uma estratégia de submissão ideológica dos sujeitos concretos sem a necessidade do uso da violência física do Estado. Continua a leggere

Il Super marzo del Cile

[di Susanna De Guio da Jacobin]

La repressione non ha fermato l’enorme e furiosa sollevazione popolare cilena e in queste settimane tornano le mobilitazioni studentesche, femministe e ambientaliste insieme alla battaglia per la nuova costituzione

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L’inizio di marzo apre una nuova stagione di mobilitazioni in Cile, simbolicamente rappresentata dal Super Lunes, lunedì 2 marzo, che coincide con il rientro al lavoro della gran parte della popolazione, a cui segue il 4 la ripresa scolastica. Ancora una volta la data è circolata sui social media, ancora una volta nelle principali città le strade si sono riempite di manifestanti e si sono alzate le barricate, non solo per il «super lunedì» ma per un «super marzo» fitto di obiettivi importanti per il Cile che si è svegliato dall’incubo neoliberale.

Il 18 ottobre passato ha dato inizio al tempo della protesta, che ora scandisce l’anno dettando l’agenda politica del paese: si festeggia il compiersi di ogni nuovo mese di mobilitazioni, si contano i giorni di vita del nuovo Cile e poco a poco prende forma una narrativa e un’estetica propria della rivolta. L’epica si legge sui muri di Santiago e di tutti i principali centri urbani, gli eroi popolari occupano le piazze e tirano pietre in prima linea, i pacos culiaos che risuonano negli slogan e primeggiano tra i graffiti sparsi ovunque, i fottuti sbirri, sono stati i protagonisti delle hit dell’estate, insieme alle invettive contro il presidente Piñera.

 

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“Difendiamo la natura perché ne facciamo parte.” Intervista ad Alberto Curamil, attivista mapuche in Cile, tra lotta alle dighe e diritti civili.

di Gianpaolo Contestabile e Susanna De Guio da QCode Magazine e Desinformemonos

106635388_alberto1Dopo più di sedici mesi di carcere preventivo, lo scorso 13 dicembre il Tribunale di Temuco (Cile) ha assolto il lonko (autorità ancestrale mapuche) Alberto Curamil da tutti i capi di accusa. Curamil è membro dell’organizzazione politica Alleanza Territoriale Mapuche (ATM) ed è un rappresentante della sua comunità, la Lof Radalko, che durante l’ultimo decennio ha portato avanti una lotta vittoriosa contro la costruzione delle centrali idroelettriche Alto Cautin e Doña Alicia sul fiume Cautin, che avrebbero deviato il corso naturale dell’acqua danneggiando l’intera zona di Curacautin, nella regione dell’Auracania (zona centrale del Cile).

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Sciopero nazionale in Colombia, cresce la tensione tra governo e società civile

di Gianpaolo Contestabile e Susanna De Guio
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Oggi in Colombia va in scena uno sciopero nazionale indetto da più di 50 sigle sindacali e a cui hanno aderito organizzazioni studentesche, indigene, amabientaliste, femministe e LGBTQ di tutto il Paese. Nei giorni scorsi la tensione è salita alle stelle a causa soprattutto delle procedure preventive promosse dal governo di Ivan Duque. Sono stati concessi poteri eccezionali a governatori e sindaci, i quali potranno applicare un coprifuoco nelle loro rispettive giurisdizioni. Il Ministero degli Esteri ha annunciato la chiusura delle frontiere dalla mezzanotte di martedì scorso fino alle cinque del mattino di oggi. Da lunedì l’esercito è mobilitato con un grado di allerta massimo. Nella capitale i soldati accompagnano le pattuglie della polizia.

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Cile, cronache di un risveglio

di Pablo Mardones per Tiempo Argentino + Galleria fotografica

traduzione di Alioscia Castronovo per DinamoPress

Sabato scorso la rivolta cilena ha compiuto una settimana. Tutto accade a grande velocità. Secondo il presidente, siamo passati da essere «la vera oasi in America Latina» all’essere «in guerra» ed infine, ha chiesto perdono offrendo un pacchetto di misure riformiste. Manifestazioni di massa, canti, musiche e cacerolazos si sono opposti a manganellate, assassinii, violenze sessuali, torture e coprifuoco. Ci sono state enormi manifestazioni di fronte alle ambasciate cilene a Buenos Aires, Barcellona, e New York, dibattiti nel parlamento francese e articoli di giornale sulla situazione cilena in tutto il mondo.

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Foto: Pablo Mardones

Il mio stato d’animo, così come quello della maggioranza delle persone, cambia a un ritmo vertiginoso. Mi sveglio con l’angoscia ascoltando le notizie sui media (non sappiamo più a chi credere), cerco di sostenere per quanto possibile persone che non riescono a dormire, sentono gli elicotteri e hanno incubi relativi alla dittatura, e poi esco a manifestare nel pomeriggio, suonando musica in strada e abbracciando persone sconosciute. Non c’è nessuna psiche che possa sostenere tutto questo!

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