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  • Lula só fez autocrítica onde estava certo: comentário sobre a recente declaração sobre Cesare Battisti

    Lula só fez autocrítica onde estava certo: comentário sobre a recente declaração sobre Cesare Battisti

    Desde Facção Fictícia.

    Na última quinta-feira (20 de agosto de 2020), o ex-presidente Lula pediu desculpa ao que ele chamou de “esquerda italiana” por ter dado asilo político, em 2010, ao ex-militante da luta armada (ou como a mídia gosta dizer “terrorista”) Cesare Battisti. Já faz um tempo, diante do desastre que levou 13 anos do governo petista e seu suposto progressismo a eleição e consolidação de um neo-fascista na presidência, que muitas pessoas pedem ao seu líder, Lula da Silva, para que ele fizesse uma autocrítica sobre os muitos erros do Partido dos Trabalhadores. Ainda que não resolvesse muita coisa, infelizmente Lula não se desculpou e nem reconheceu nenhum tipo de problema sobre Belo Monte, sobre a missão militar no Haiti, sobre o aumento brutal e progressivo de pessoas encarceradas, nem sobre a política de “campeões nacionais” onde grandes empresas eram estimuladas com dinheiro público em mega esquemas de corrupção sistemática. Porém, ele pediu desculpas sobre Cesare Battisti.

    Gostaríamos de deixar muito claro que a pergunta histórica e política sobre a questão não seria “Battisti é ou não é inocente?“. A pergunta fundamental aqui é: “Battisti foi e continua a ser um perseguido político?”.

    Na Itália contemporânea Battisti é o símbolo da vingança do Estado dos anos de 1970, os chamados “Anos de Chumbo”. O problema tem raízes históricas: o Estado italiano sempre considerou os “Anni di Piombo” como um assunto referente a “extremismos opostos” (fascistas de um lado e comunistas de outro) utilizando de “terrorismo”. Nisso foi de fundamental importância o colaboracionismo do PCI (Partido Comunista Italiano), no âmbito da sua política de “compromisso histórico”, onde o PCI em acordo com Partido Democrata Cristão (DC) estabeleceram uma coalizão parlamentária e chegaram a negociar, sem suceso, uma parceria de governo. Na verdade, porém, os anos setenta foram uma época de grandes conquistas populares na Itália, de avanços da luta de classe e também de “guerra civil”. Mais ainda, foi um período, sobretudo no seu ápice em 1977, onde realizou-se a maior e talvez única, porem sui generis, tentativa revolucionária em um país europeu depois de 1945.

    Quando falamos aqui de “guerra civil” entendemos em primeiro lugar a chamada “estratégia da tensão”, que foi utilizada entre 1969 e 1984 para parar a radicalização das lutas estudantis (que eclodiu em 1968) e operária (com o chamado “outono quente” de 1969 nas grandes fábricas do norte). O Estado italiano, através dos serviços secretos e dos seus braços armados, membros de organizações fascistas paramilitares, explodiram muitas bombas em lugares públicos: em feiras comerciais (Milão, 25 de abril de 1969), em bancos (Milão, 12 de dezembro de 1969, 17 mortos), em trens e estações ferroviárias (vários locais em 9 de agosto de 1968; Gioia Tauro, 22 de julho de 1970, seis mortos; trem Italicus, 4 de agosto de 1974, 12 mortos; Bolonha, 2 de agosto de 1980, 85 mortos, trem Rapido 904, 23 de dezembro de 1984, 17 mortos), em manifestações cívicas (Milão, 17 de maio de 1973, quatro mortos) e protestos sindicais (Brescia, 28 de maio de 1974, oito mortos). O objetivo dessas bombas era, por um lado, a perseguição de grupos de esquerda e anarquistas com as acusações de sua autoria, que logo foram reveladas sem fundamento, mas sobretudo tratava-se também de uma tentativa de gerar medo no meio de uma população em forte convulsão social.

    Entre as décadas de 1960 e 1970 houve também pelo menos duas tentativas claras de golpe de Estado militar (o chamado “Piano Solo” em 1964 e o chamado “Golpe Borghese” em 1970). Diferente da maioria dos países europeus, que depois de 1968 tiveram uma grande derrota das forças revolucionárias, os movimentos sociais italianos tiveram uma década de crescimento, formidável em intensidade e radicalidade, e também conquistas de direitos sociais . Muitos foram os assassinatos políticos naquele período, muitos os mortos em manifestações de ruas, incontáveis os casos de ocupações prolongadas de escolas, universidades e fábricas, vários conflitos armados entre manifestantes e policia, sobretudo em 1977 quando em Bolonha houve uma verdadeira insurreição derrotada pela chegada de tanques convocados pelo refeito “comunista” e em Roma durante uma manifestação aconteceu a tomada de arsenal militar. Depois da derrota do movimento de 1977, muitas vanguardas políticas adentraram a luta armada para radicalizar o ataque ao Estado. Naquele âmbito, já operavam desde 1969 as Brigadas Vermelhas, que em 1978 sequestraram e assassinaram o ex-Primeiro Ministro e líder do partido de governo Democracia Cristã Aldo Moro. Mesmo que a maioria dos militantes revolucionários rechaçasse a prática da luta armada e da clandestinidade continuando no terreno da luta de massas, a rede de organizações armadas na época era muito grande, inclusive há a hipótese que as Brigadas Vermelhas pudessem contar em seu momento de ápice com cerca de 500 mi simpatizantes e possível colaboradores.

    Cesare Battisti e políticos do Partido dos Trabalhadores

    Para enfrentar um desafio revolucionário desse tamanho, o Estado italiano operou em duas maneiras: em primeiro lugar, desencadeou uma repressão feroz contra milhares de militantes revolucionários sendo muitos dos quais nunca aderiram à luta armada e passaram anos na cadeia acusados de terrorismo, usando métodos de tortura e de delação premiada (algo que o ex-presidente do Brasil deveria conhecer muito bem, não é mesmo Lula?!); em segundo lugar, fizeram cientificamente circular, por meio da colaboração das máfias e dos fascistas, heroína para ferrar com a juventude revolucionária, o chamado movimento da Autonomia Operária na Itália foi o segundo experimento do uso repressivo de massa com essa droga, depois dos Panteras Negras nos EUA. Por último, o Estado ganhou graças a colaboração do Partido Comunista, que sobretudo já desde o final de 1940 pela política stalinista de preservação da ordem da Guerra Fria, mas mais ainda desde os anos 1970 (com o “Eurocomunismo” e o já citado “compromisso histórico”) passou de partido revolucionário a ser um partido gestor da classe operária e dos movimentos sociais (ao leitores, isso lembra também algum partido brasileiro?). Tudo isso não só favoreceu, mas também impulsou as ações repressivas.

    Que o Estado tenha sido o grande vencedor da “guerra civil” italiana dos anos 70 não resta dúvida nenhuma, mas o verdadeiro tamanho dessa vitória é justamente o fato do Estado querer negar que essa própria guerra aconteceu. Hoje em dia, por um estranho caso do destino, é isso que está em jogo na “questão Battisti”: o Battisti, para além dos méritos pessoais específicos, representa a verdade histórica dessa guerra invertida. A representa sobretudo pelo fato de ter recebido o asilo político, primeiro na França e depois no Brasil. Não por ser “inocente” ou “culpado” perante os dispositivos jurídicos, mas por ser reconhecido como um “perseguido político”, Battisti evidencia ainda mais a sujeira do Estado italiano que por décadas, sem nunca deixar de ser uma democracia formal e tendo que aceitar importantes conquistas sociais pelo força dos movimentos, enfrentou a ameaça revolucionária com bombas, atentados, assassinatos e tortura.

    Battisti nos anos 70 foi um jovem proletário preso por roubo que se “politizou” na prisão. Depois de sair da cadeia, militou um breve período da sua vida no pequeno grupo guerrilheiro PAC (Proletari Armati per il Comunismo), que foi formado em 1977 no interior do movimento da Autonomía Operária. A prática mais frequente de ação dos PAC foi o roubo (chamado por eles de “expropriação proletária”), porém o grupo também reivindicou quatro homicídios como ações políticas: de um marechal dos Carabinieri (uma especie de policia militar italiana) do presídio de Udine em 1978, de dois comerciantes responsáveis pela morte de assaltantes por “legítima defesa” e executando ambos em 16 de fevereiro de 1979, e de um policia em abril de 1979. Battisti foi preso em junho daquele ano por posse ilegal de armas e associação subversiva, sendo condenado a 12 anos de prisão inicialmente. Escapou da cadeia em 1981 e refugiou-se primeiro na França e logo depois no México, onde morou como foragido até voltar para a França em 1990 protegido pela chamada “Doutrina Mitterand”, politica estabelecida pelo presidente François Mitterand que consistia em não extraditar aqueles italianos em solo francês que tivessem rompido com seu passado violento e cujo amplo direito de defesa não estivesse garantido. Ao longo dos anos 1980, Pietro Mutti, ex-dirigente da organização preso, resolveu colaborar com a justiça graças aos mecanismos de delação premiada e acusou Cesare como executor ou organizador de todos os quatro homicídios feito pelos PAC. Battisti era o bode expiatório perfeito, estava foragido em Puerto Escondido, no México. Foi assim que de um simples militante de base dos PAC, terminou condenado a prisão perpetua, acusado de todas as ações delitivas feitas por uma organização de não menos de 60 militantes, sendo que duas acusações foram feitas posteriormente quando o caso foi reaberto 10 anos depois.

    Como se sabe, depois da vergonhosa operação Bolsonaro-Morales-Salvini de janeiro do ano passado, o sequestro da Interpol e a volta para a Itália, Battisti admitiu todas as culpas pelas quais foi condenado, mas ele admitiu em um contexto em que a derrota (pelo menos a dele e a dos anos 70) era mais que definitiva, quando ele sabia perfeitamente que ia morrer na cadeia, que os poucos que ainda o defendiam depois de 30 anos de terrorismo midiático estatal não tinham mais nenhuma presença no debate público. Nossa hipótese é que com a sua confissão tentou reduzir um pouco a dureza da pena, tentando assim conseguir certa indulgencia por parte do Estado. O que certamente não aconteceu (aqui você pode ler uma carta recente onde denuncia as condições ilegais em que é detido e aqui mais uma reflexão sobre a sua confissão).

    Battisti e Tarso Genro, então Ministro da Justiça do governo Lula

    Podemos nos perguntar: por qual razão foi tão importante para o Estado italiano não só prender Battisti (que, lembremos, já passou muitos anos da sua pena em prisões na Itália, França e Brasil), mas organizar uma operação internacional e midiática desse nível, violando os mais básicos direitos legais? Como por exemplo, que Battisti foi preso na Bolívia e voou direto para a Itália, caso fosse extraditado do Brasil não poderia ser condenado a prisão perpétua pois o país não tem essa medida no seu ordenamento legal e também sendo negado a ele a permissão de falar com seu filho brasileiro de cinco anos por skype.

    Concluímos, no final das contas, que o Estado quis se vingar de Battisti por três razões: 1) porque ele chegou a representar um símbolo, mesmo sem querer, de uma página da história italiana que de acordo com os órgãos oficiais deveria ser esquecida ou cancelada, alimentando continuamente o mito de que ele seria um “monstro” e “terrorista”, completamente alheio de qualquer conexão com a problemática social do seu tempo; 2) porque Battisti conseguiu burlar a máquina repressiva jurídico-estatal por quase 40 anos e chegou até a ter celebridade como um brilhante escritor; 3) porque o simples fato de que tanto a França como o Brasil tivessem reconhecido seu direito a proteção humanitária, foi visto pelo Estado italiano, como a prova de que a luta armada era reconhecida como expressão de uma guerra civil em ato e não como simples terrorismo delinquencial (como vimos, o terrorismo naqueles anos, foi do Estado e pelo Estado).

    Essa foi a importância do justo ato de Lula em conceder asilo político em 2010 para Cesare Battisti, não por considerar que ele era inocente, mas reconhecer que ele era perseguido politicamente por um país onde sempre formalmente reinou a democracia.

    É na extrema importância daquele ato que pode se ver a miséria atual de Lula e suas palavras.

    O ex-presidente Lula

  • Latinoamericando: l’Argentina anti-quarantena

    Il 17 agosto, in diverse città argentine si sono svolte manifestazioni contro il governo e la lunga quarantena imposta a partire dallo scorso 20 marzo per ridurre il rischio dei contagi da Covid-19, mentre il paese sta raggiungendo il picco più alto dei contagi e delle morti giornaliere dall’inizio della pandemia. Gustavo Claros, nel suo programma Latinoamericando, per Radio Cooperativa Padova, si è collegato con il ricercatore Camillo Robertini da Santa Fe, in Argentina per analizzare più da vicino le ragioni delle proteste e la situazione sanitaria, economica e politica del paese.

     

  • Duque indagato per finanziamento illecito

    Di Gianpaolo Contestabile e Simone Scaffidi, da Il Manifesto

    Il Consiglio nazionale elettorale colombiano ha aperto un’indagine contro il presidente della Repubblica Ivan Duque, delfino di Alvaro Velez Uribe a cui la settimana scorsa la Corte suprema di Giustizia ha ordinato gli arresti domiciliari per i reati di corruzione e frode e per i suoi legami con il gruppo paramilitare Bloque Metro. Duque è indagato, insieme al direttore della sua campagna elettorale Luis Guillermo Echeverri, per presunto finanziamento illecito.

    La persona accusata di aver versato i trecentomila dollari incriminati è l’imprenditore venezuelano Oswaldo Cisneros, cugino del magnate Gustavo Cisneros, proprietario della Pepsi-Coca Cola Venezuela. Secondo questa ricostruzione il partito al governo, Centro democratico, che si è affermato proprio agitando lo spauracchio della minaccia venezuelana, sembra essersi reso complice di una grave ingerenza esterna nella politica interna colombiana, un illecito severamente sanzionato dalla costituzione.

    L’investigazione è stata possibile grazie alle intercettazioni telefoniche realizzate durante il processo riguardante il narco-trafficante colombiano José Guillermo Hernández detto Ñeñe, ucciso in Brasile nel 2019. Secondo l’accusa, il Ñeñe si era occupato di comprare voti durante le passate elezioni presidenziali favorendo così la vittoria di Ivan Duque nel 2018. Il Consiglio nazionale elettorale ha citato a giudizio anche la ex parlamentare del Partito conservatore Aida Merlano, che si trova latitante in Venezuela, e ha accusato i clan imprenditoriali Char e Gerlin di aver partecipato alla compravendita di voti, sempre a favore di Duque, durante il secondo turno delle scorse elezioni presidenziali.

    Queste accusa dovranno essere confermate dal processo in corso, ma l’insieme di relazioni che emergono dalle intercettazioni restituiscono un quadro sordido della classe politica che governa e ha governato la Colombia e degli interessi del Centro democratico, partito fondato da Uribe e con il quale oggi Ivan Duque governa.

    I legami con il narcotraffico, il paramilitarismo, la classe imprenditoriale venezuelana e la corruzione dell’attuale amministrazione stanno minando la credibilità della leadership di Duque già messa sotto processo per gli scandali legati alla violenza militare e gli omicidi di attivisti e attiviste politici.

  • Out Now! Logistica e America Latina [Free eBook]

    Out Now! Logistica e America Latina [Free eBook]

    Di Into the Black Box

    Siamo felici di annunciare la pubblicazione di Logistica e America Latina, un volume collettaneo curato da Into the Black Box. L’eBook è gratuito e sotto trovate il link per scaricarlo.

    Il libro dà anche avvio alla collana digitale I Quaderni di Into the Black Box che sarà pubblicata con il Dipartimento delle Arti dell’Università di Bologna. Abbiamo già in programma nuove uscite editoriali per l’autunno. 

    Di seguito trovate anche la prefazione scritta da Into the Black Box e l’indice del volume.


    Questo volume è il frutto di un lavoro di approfondimento collettivo attorno al ruolo produttivo della logistica in America Latina. Detto altrimenti, il subcontinente sudamericano è assunto come un laboratorio analitico per lo studio della capacità della logistica di generare processi di valorizzazione, territori e soggettività.

    Come Into the Black Box, infatti, stiamo lavorando da alcuni anni alla definizione di uno sguardo logistico in grado di cogliere il carattere adattivo, resiliente, multi-scalare e mobile assunto dalle cosiddette operazioni del capitale contemporaneo.

    La logistica si presenta allo stesso tempo come oggetto di studio – una delle operazioni del capitale – e come metodo di studio.

    Fin dall’inizio dell’anno scorso abbiamo deciso di aprire un nuovo spazio di discussione all’interno del nostro progetto di ricerca collettiva, centrato sull’America Latina e sul contributo di giovani ricercatori che con i loro studi stanno esplorando i mille volti della logistica nel continente. Sono nati così dapprima due diversi momenti di discussione pubblica – uno a giugno 2019 e uno a marzo 2020 – e poi l’idea di un volume collettaneo che raccogliesse i diversi contributi e rilanciasse questo progetto di ricerca. Nel frattempo, diversi eventi hanno scosso il continente, dall’elezione del primo presidente di “sinistra” nella storia del Messico allo scoppio di numerose rivolte dal chiaro carattere antiliberale in Cile, Colombia ed Ecuador, così come l’ascesa di governi autoritari – dal Brasile alla Bolivia.

    I capitoli di questo libro ci conducono ad esplorare lo sviluppo di diversi territori logistici – dai corridoi bi-oceanici ai mercati urbani – e di una governamentalità logistica che attraversa tanto le forme del politico quanto il tessuto sociale in cui si innerva. Allo stesso tempo, il volume esamina gli svariati processi di valorizzazione – dall’estrazione di materie prime alla cattura di lavori informali – che connotano il laboratorio latino-americano all’interno delle catene globali del valore, della divisione internazionale del lavoro e della relazione di dipendenza tra periferia e centro. Infine, il carattere produttivo della logistica è esplorato non solo nella sua dimensione spaziale ed economica, ma anche dal punto di vista della produzione di soggettività, laddove a vecchie e nuove forme del lavoro si accompagnano spesso resistenze locali e conflittualità diffuse.

    Fin qui però abbiamo evidenziato alcune peculiarità di uno sguardo logistico, ma quali sono le sue specificità all’interno del laboratorio latino-americano? Che articolazione assumono la produzione logistica di territori, di economie e di soggettività all’interno di questa macroregione?

    Tutti i contributi del volume prendono atto della fine del ciclo progressista che ad inizio Duemila ha attraversato i paesi latino-americani portando ad alleanze trasversali tra partiti social-democratici e movimenti sociali e all’affermazione di politiche redistributive finanziate principalmente tramite l’espansione delle dinamiche estrattive. Queste esperienze di populismo di sinistra – per riprendere uno dei suoi principali teorici, Ernesto Laclau – sono state travolte sia dall’erosione della loro capacità di articolare diverse istanze sociali e moltitudinarie, sia dall’incapacità di sottrarsi alla dipendenza dai mercati internazionali delle materie prime. Resta, invece, un ruolo centrale degli Stati nella pianificazione e realizzazione di grandi progetti infrastrutturali ed estrattivisti.

    Questa osservazione ci conduce al secondo punto. Il laboratorio sudamericano non oscilla solo fra sviluppismo e neoliberismo, fra spinte progressiste e pulsioni autoritarie, fra ingerenze statunitensi e il crescente ruolo della Cina nel continente. Più in profondità vediamo il perpetrarsi di alcune operazioni del capitale che tramite il loro sviluppo continuano a plasmare il tessuto sociale e a generare fratture insanabili.

    Le dinamiche estrattive costituiscono tutt’oggi la principale logica economica del continente. I contributi del volume esplorano le diverse dimensioni dell’estrattivismo, dall’estrazione di litio nelle grandi miniere ai grandi eventi nelle metropoli in continua espansione. La dipendenza dal mercato delle materie prime espone questi paesi alle oscillazioni dei mercati finanziari e, allo stesso tempo, ne fa terreno di contesa tra diversi interessi. Da una parte, infatti, l’America Latina fa da ponte fra Occidente e Oriente e si colloca all’interno di interessi logistici divergenti fra Stati Uniti e Cina. Dall’altra, il carattere distruttivo dei processi estrattivi dà luogo a conflittualità di lunga durata fra comunità locali – che molto spesso oppongono alla logica capitalistica altre fonti del diritto e altre visioni del mondo –, governi centrali e grandi corporation.

    Il volume, inoltre, individua nelle città il luogo all’interno del quale si sviluppano nuovi processi di estrazione – di conoscenze, di autonomia decisionale, di relazioni sociali – tramite nuove tecnologie digitali e forme del lavoro “autonomo”: è il caso dei rider di Rappi o UberEats o dei driver di Uber e Didi – lavoratori di piattaforma che molto spesso provengono dalle fila del lavoro informale metropolitano – ma anche dei mega-progetti che si prefiggono di cambiare il volto della città ma che innescano processi di espropriazione a discapito dei quartieri più poveri e popolari.

    Ricapitolando: predominio di una logica estrattivista, messa a valore delle economie informali, questione indigena, ruolo geopolitico dei grandi progetti infrastrutturali e logistici. Sono queste le peculiarità del laboratorio America Latina che tramite uno sguardo logistico vengono prese in esame nei diversi contributi del libro.

    Mentre scriviamo, inoltre, il continente è diventato uno dei principali focolai della pandemia globale di Covid-19. Da un lato, questo ha permesso ai diversi governi di mettere in pausa la conflittualità sociale che stava attraversando molti paesi del continente. Dall’altro, sembrano emergere chiaramente le diverse possibilità di manovra rispetto, ad esempio, ai paesi europei sia in termini di disponibilità economica ad agire tramite la leva del debito pubblico per finanziare forme di sostegno al reddito e di salvaguardia del tessuto economico, sia in termini di capacità di intervento statale, soprattutto nelle comunità locali.

    Vedremo, dunque, nelle prossime settimane come si evolverà la situazione, ma fin da ora siamo sicuri che numerose differenze fra diverse latitudini del pianeta emergeranno e che il laboratorio America Latina continuerà ad essere terreno d’analisi interessante per le trasformazioni del capitale ma anche per le sperimentazioni d’emancipazione sociale.

    Concludiamo con il ringraziare chi ha partecipato a questa riflessione collettiva e ci auguriamo che possa stimolare ulteriori ricerche e approfondimenti.

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    Indice

    PREFAZIONE
    Carlotta Benvegnù, Niccolò Cuppini, Mattia Frapporti, Floriano Milesi, Maurilio Pirone
    INTRODUZIONE
    Camilla De Ambroggi, Federico De Stavola, Alessandro Peregalli, Gianmarco Peterlongo
    UN PROGETTO DI CITTÀ: L’IMPATTO DEI YOG 2018 SULLA TRASFORMAZIONE DI BUENOS AIRES
    Maura Brighenti, Karina Bidaseca
    LA RICONFIGURAZIONE DELLE LOTTE INDIGENE CONTRO L’ESTRATTIVISMO NELLA BOLIVIA PLURINAZIONALE
    Camilla De Ambroggi
    PIATTAFORME, RIDERS E AMERICA LATINA: RAPPI IN MESSICO
    Federico De Stavola
    ESTRAZIONE, FINANZA E LOGISTICA NELL’INFRASTRUTTURA REGIONALE SUDAMERICANA
    Alessandro Peregalli
    SULLE FRONTIERE DEL CAPITALE: LA DISPUTA PER I MERCATI A CITTÀ DEL MESSICO
    Gianmarco Peterlongo
    LOGISTICA E URBANIZZAZIONE: UNO SGUARDO DAL CORRIDOIO BI-OCEANICO
    Alberto Valz Gris
    POSTFAZIONE
    Sandro Mezzadra
  • Grandes obras e territórios em disputa

    Grandes obras e territórios em disputa

    Di Pulso Latino

    Grandes obras, commodities pra exportação, conflitos e espoliação. Neste episódio conversamos sobre a expansão da infraestrutura associada à exportação de commodities na América Latina nos últimos anos, os conflitos socioambientais gerados, o papel dos Estados e dos arranjos institucionais na viabilização dessa infraestrutura e como a ascensão chinesa e os debates sobre o mundo pós-pandêmico incidem sobre tudo isso.

    Os entrevistados são: Alessandro Peregalli, doutorando em Estudos Latinoamericanos na UNAM, México; Diana Aguiar, Doutora em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR/UFRJ e Assessora da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado; e Alexander Panez, Doutor em Geografia pela UFF, ativista pela água e o território no Chile e pesquisador na Universidade del Bio-Bio, Chile.

    Apresentação e produção: Cris Cavalcante / Edição: Felipe Yamahata

  • Il popolo Mapuche torna a respirare

    Il popolo Mapuche torna a respirare

    Dopo settimane di manifestazioni, scontri, blocchi stradali, occupazioni , episodi di razzismo e la nuova minaccia del para-militarismo suprematista, l’autorità spirituale machi Celestino Cordova e il governo cileno hanno trovato un accordo.


    di Susanna De Guio e Gianpaolo Contestabile

    Dopo 107 giorni di sciopero della fame ,che hanno tenuto con il fiato sospeso le comunità Mapuche e il popolo cileno, il machi Celestino Cordova ha raggiunto ieri un accordo con il governo. Insieme a lui altri 26 prigionieri politici Mapuche hanno partecipato allo sciopero chiedendo di poter scontare parte della condanna nelle proprie comunità, nel rispetto del Convegno 169 dell’Organizzazione Internazionale del Lavoro e nel contesto della crisi sanitaria, che ha già permesso la scarcerazione di un terzo dei detenuti in tutto il Paese negli ultimi mesi. 

    L’accordo firmato dall’autorità spirituale Mapuche prevede l’autorizzazione a recarsi al suo rewe, lo spazio sacro all’interno della comunità, solo per un massimo di 30 ore. Si tratta di un risultato parziale che scongiura il pericolo di morte del machi ma non soddisfa la richiesta originaria in cui veniva chiesto di poter scontare sei mesi della sua condanna nello spazio del suo rewe. Gli altri 26 prigionieri politici continueranno lo sciopero della fame in attesa di un accordo che regoli anche la loro situazione.

    Gli oltre quattro mesi di sciopero della fame sostenuti dai detenuti Mapuche senza risposte da parte del governo, fino al dialogo intrapreso negli ultimi giorni, hanno inasprito progressivamente il clima politico in Cile. Nelle scorse settimane si sono moltiplicate le manifestazioni di solidarietà ai prigionieri Mapuche in tutto il Paese, con l’occupazione di cinque municipi nell’Araucania e il blocco di diverse arterie stradali. La risposta del governo è stata ancora una volta brutale, con ripetuti episodi di repressione e arresti da parte di Carabineros e Gendarmeria. Le stesse forze dell’ordine hanno inoltre lasciato campo libero ai gruppi suprematisti dell’Araucania che hanno attaccato gli attivisti fin dentro il municipio occupato di Victoria. 

    Risultano inoltre preoccupanti le dichiarazioni rilasciate dal sindacato dei camionisti, storicamente al servizio del padronato cileno, che ha minacciato il governo di convocare uno sciopero nazionale se non saranno ascoltate le richieste di maggiore sicurezza sulle strade, il rafforzamento della legge Antiterrorista e misure che favoriscano la “libertà d’azione” di gruppi fascistoidi, latifondisti e imprenditoriali che vogliono silenziare le rivendicazioni Mapuche sui propri territori ancestrali.

    Le questioni di fondo che stanno infuocando il conflitto vanno cercate nella storia coloniale dello Stato cileno e nelle sistematiche vessazioni e violenze razziste perpetrate nei confronti del popolo Mapuche. Un popolo originario con una tradizione millenaria che è stata tramandata attraverso i secoli di resistenza ai vari tentativi di dominio e genocidi perpetrati nel WallMapu, la loro nazione ancestrale ubicata nella parte meridionale del Cono Sur. 

    Il ruolo di machi che riveste Celestino Cordova rappresenta un’autorità spirituale che si occupa dei rituali tradizionali della sua comunità, ma ha un rilievo importante anche nella salute pubblica, che nel mondo Mapuche include la cura del corpo, dell’ecosistema e dello spirito. Il suo rewe, a cui potrà tornare per meno di due giorni, è un albero sacro, un totem, un luogo simbolico ma ubicato in uno spazio reale e concreto, che gli permette di svolgere le sue funzioni di sanazione e che in un momento come quello della pandemia, che in tutto il continente sta colpendo con particolare ferocia le comunità indigene, diventa quanto mai fondamentale. 

    Il caso del machi Celestino Cordova non è un caso di repressione isolato, altre autorità spirituali sono state coinvolte in montaggi giudiziari e hanno passato lunghi periodi in carcere salvo poi venire assolte senza ricevere nessun risarcimento. Una sorte simile è toccata alle machi Millaray Huichalaf e Francisca Linconao, ai lonko (autorità politiche comunitarie) Alberto Curamil e Facundo Jones Huala, e al werken (portavoce) Rubén Collio.

    L’Operazione Huracán, un’indagine d’intelligence dei Carabineros portata avanti nel 2017 nel sud del Cile, è un esempio della persecuzione giudiziaria ai danni degli attivisti Mapuche. Durante il processo agli 8 comuneros accusati di far parte di una rete terrorista Mapuche, è stato comprovato che le chat intercettate, prova fondamentale per legittimare gli arresti, erano state inserite nei cellulari perquisiti dagli stessi membri delle forze dell’ordine. Anche in questo caso non si trattava di un caso isolato, sia i carabinieri che l’esercito cileno sono stati travolti negli ultimi anni da diversi scandali legati alla corruzione e allo spionaggio di attiviste e attivisti invisi al governo, come dimostrato dagli archivi diffusi durante l’attacco hacker Paco-Leaks. 

    Molte delle pratiche di violenza sistematica che sono state implementate contro il popolo cileno durante l’insurrezione iniziata lo scorso ottobre, erano già la normalità per gli attivisti e le attiviste Mapuche. Non è un caso che la solidarietà verso i popoli originari in resistenza sia cresciuta durante le mobilitazioni di piazza a Santiago e che la Wenufoye (la bandiera della nazione Mapuche) sia diventata un simbolo della resistenza contro la repressione poliziesca e militare.

    Criminalizzare le figure di leadership culturale e politica Mapuche è parte di una strategia politica di lunga data, attraverso la quale lo Stato cileno ha da sempre protetto gli interessi delle grandi imprese nel Wallmapu, aggredendo le comunità e costruendo la retorica del nemico interno. La legge anti-terrorista, approvata nel 2008 dal governo di Michelle Bachelet, è stata usata sistematicamente contro numerosi rappresentanti del popolo Mapuche. A metà del 2018 il presidente Piñera presentava nell’Araucania il Comando Jungla, una forza speciale dei carabinieri addestrata in Colombia, che pochi mesi più tardi avrebbe ucciso il giovane comunero Camilo Catrillanca nella comunità di Temucuicui, una delle più attive nel recupero territoriale. A sua volta la morte di Macarena Valdés, trovata impiccata nella sua casa nell’agosto 2016, è strettamente vincolata alla sua battaglia contro la costruzione di una centrale idroelettrica sul fiume Tranguil, che attraversa i territori comunitari.

    Le comunità Mapuche continuano a essere perseguitate perchè promuovono un modello di governo autonomo in linea con la loro cultura ancestrale che è in netta contraddizione con il centralismo dello Stato coloniale cileno. Inoltre, la loro cosmo-visione racchiude una coscienza del territorio, dell’ecosistema e del paesaggio che diventa un limite per le imprese che vogliono estrarre valore e materie prime nelle loro comunità. Sia sul versante cileno che argentino, il WallMapu è sotto attacco da parte delle imprese idroelettriche, forestali, ittiche e di chi specula attraverso la rendita delle terre acquistate, come i Benetton in Patagonia. Così come durante l’invasione dei conquistadores, le autorità indigene, e in questo caso Mapuche, venivano stigmatizzate come persone degenerate e perseguitate come streghe e stregoni, oggi vengono incarcerate come terroristi per aver difeso la loro terra e la loro cultura. 

  • Mario Paciolla alias Astolfo Bergman, scrittore e attivista

    Mario Paciolla alias Astolfo Bergman, scrittore e attivista

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    di Simone Scaffidi e Gianpaolo Contestabile da Il Manifesto

    “So di aver sforato, e non di poco, ma considerando la delicatezza del tema mi sono reso conto che andando avanti con la scrittura dovevo praticamente argomentare e giustificare ogni virgola. Ho quindi preferito metterci tutto, lasciando poi a un secondo momento la valutazione sul da farsi anche in base alle tue osservazioni” così scriveva Mario Paciolla in una mail inviata a Luigi Spinola, allora direttore responsabile della rivista di geopolitica Eastwest e attuale conduttore di Radio Tre Mondo.

    Mario scriveva con lo pseudonimo “Astolfo Bergman” rispettando la cautela che caratterizza il mondo della cooperazione internazionale e le norme che regolano l’operato dei suoi lavoratori. La “discrezione” è una delle prime regole di condotta che vengono impartite dai superiori quando si muovono i primi passi in una ong internazionale, così come rientra tra i doveri “mantenere un profilo basso”, specialmente nella comunicazione verso l’esterno. Le ragioni di tale cautela hanno a che fare con la tendenza alla depolicitizzazione della cooperazione internazionale, attenta – anche attraverso il controllo dei suoi lavoratori – a non incrinare le relazioni con le autoritá statali dei paesi in cui opera e garantirsi cosí la possibilitá di operare in sicurezza.

    Mario Paciolla peró non era un volontario alle prime armi: non era ingenuo e non era uno avventuriero sprovveduto. I contenuti dei suoi articoli pubblicati su Eastwest e su Limes lo dimostrano ampiamente. Aveva una conoscenza profonda del contesto in cui viveva e una consapevolezza della violenza politica e strutturale che attraversa la Colombia. Sapeva che era impossibile raccontare il Paese attraverso schemi manichei e che senza immergersi nelle sue zone d’ombra era impossibile comprenderlo. Per questo quando scriveva era così importante “argomentare e giustificare ogni virgola”, perché la complessità andava indagata e criticata. “La coincidenza tra il momento storico che sta vivendo il Paese, e l’opportunità lavorativa” – come raccontava in un’altra mail inviata a Luigi Spinola – gli ”permettevano viverlo da vicino”, toccarlo con mano, attraversarlo.

    In un’intervista a Radio Tre Mondo il portavoce di Amnesty International Italia, Riccardo Noury, lo ha descritto in questo modo: “Mario non era un giovane volontario, come in parte è stato descritto dai media, era un’operatore delle Nazioni Unite con un’esperienza solida internazionale”. Il lavoro con le Nazioni Unite era il frutto di un percorso che lo aveva visto impegnato per due anni in Colombia con l’organizzazione Pbi-Peace Brigades International, lavorando fianco a fianco con organizzazioni di attiviste e attivisti fortemente minacciati per il loro lavoro in difesa dei diritti umani.

    L’accostamento tra Mario Paciolla e il concetto di “volontario” è un accostamento fallace, un equivoco che nasce dalla posizione formale che ricopriva all’interno dell’Onu, quella di UNV-United Nations Volunteer, Volontario delle Nazioni Unite. Tuttavia l’ordinamento lavorativo in cui veniva inquadrato il suo operato non corrisponde alle reali responsabilitá che comportava il suo ruolo e all’esperienza necessaria per poterlo ricoprire. Questa ambiguità è il risultato di una generalizzata precarizzazione del lavoro all’interno della cooperazione internazionale, tema che meriterebbe un approfondimento più ampio dato che Mario, secondo la giornalista e amica Claudia Duque, aveva avuto un diverbio con i suoi superiori dell’Onu pochi giorni prima della sua morte, proprio in merito alla disparità di trattamento tra “funzionari” e “volontari” durante la pandemia

    Mario era un professionista nel campo della cooperazione e leggendo i suoi articoli lo si può considerare senza dubbio anche un fine analista dei conflitti politici e sociali che caratterizzano la società colombiana. Andando a ripescare le prime tracce dei suoi articoli sul web, Astolfo Bergman alias Mario Paciolla, a quasi un anno dagli Accordi di Pace scriveva su Eastwest a proposito della visita di Papa Francesco in Colombia. Era settembre del 2017 e nel suo articolo Mario faceva dialogare il percorso riformista del Papa con l’apertura dell’allora Presidente Juan Manuel Santos, firmatario dell’Accordo di Pace, senza peró esimersi dal ricordare le sue “indubbie responsabilità morali nell’aver esacerbato il conflitto durante l’epoca di Uribe al potere”, in quanto Ministro della Difesa.

    Sottolineava inoltre come a un anno dagli Accordi “la Colombia non è per nulla un paese in pace, se si considera che secondo il rapporto di Somos Defensores, nel primo semestre 2017 è stato rilevato un incremento delle aggressioni dirette a difensori dei diritti umani con 51 omicidi, il che dimostra che lo spettro della Unión Patriótica aleggia tuttora sulle sorti del post-conflitto. Insomma, c’è ancora molto da fare”.

    In queste righe non c’è solamente la capacità di analisi del presente ma anche la consapevolezza storica di un percorso di pace accidentato e violento, fatto di tradimenti e repressione statale come dimostra il riferimento all’Unión Patriótica. Il partito politico nato nel 1985 dalla smobilitazione di alcuni gruppi guerriglieri, nell’ambito dei dialoghi di pace avviati con il Presidente Betancur,, i cui membri sono stati sistematicamente eliminati da gruppi paramilitari.

    L’ombra del paramilitarismo sull’accordo di pace in Colombia è il titolo del secondo articolo uscito sulla rivista di geopolitica Eastwest due mesi più tardi. È sufficiente citare il secondo paragrafo del pezzo per renderci conto della capacità di analizzare e raccontare le particolarità di un contesto tanto specifico quanto complesso: “L’uso della parola ‘paramilitarismo’ tende a generare un po’ di confusione. Se utilizzato in riferimento a un gruppo armato illegale che agisce parallelamente allo Stato per metterne in discussione la legittimità, allora anche le Farc potrebbero essere considerate un gruppo ex–paramilitare. In Colombia ha però sempre prevalso la seconda accezione del termine, con cui si indica la delega volontaria da parte dello Stato dell’uso della forza ai cittadini, che assumono così funzioni di sicurezza svolte in collaborazione con i militari”.

    Il paramilitarismo in Colombia, ci spiega Mario Paciolla, con la sua capacità di ricostruire le radici storiche dei conflitti del presente,è un fenomeno strettamente legato agli apparati statali che interseca le sue trame con gli interessi del narcotraffico e sfocia nella violenza politica contro attivisti e attiviste che difendono lo sfruttamento e la militarizzazione dei propri territori.

    A completare il  panorama  delle contraddizioni che affliggono la Colombia, Mario non si fa mancare l’analisi dei movimenti guerriglieri. “Scriveva di Colombia con grande profondità e una conoscenza impressionante di alcuni fenomeni” – lo ricorda in questa maniera Luigi Spinola – “su tutti il neoparamilitarismo e (soprattutto) le dinamiche interne alla sinistra armata – su cui inviava pezzi dettagliati fino all’esasperazione. Era un ricercatore meticoloso ma non freddo, si avvertiva la passione del militante, l’urgenza di dover chiarire delle cose, magari esoteriche per altri, ma cruciali per il Paese e il contesto in cui si muoveva”.

    Dopo Eastwest i suoi pezzi vengono accolti dalla storica rivista di approfondimento geopolitico Limes, che pubblica un suo articolo sul mandato di cattura emanato da una corte di New York contro l’ex comandante delle Farc Jesús Santrich che definisce “preparatissimo sulla questione della redistribuzione della terra” e “una figura chiave nella strategia del partito delle Farc per realizzare la riforma rurale integrale prevista dal punto 1 dell’Accordo”. Aggiunge inoltre che “il rischio di una fuoriuscita massiccia dal processo di smobilitazione non è mai stato così concreto” poiché “l’estradizione darebbe ragione ai comandanti dissidenti Gentil Duarte e Rodrigo Cadete, tiratisi indietro proprio per il timore di essere estradati negli Usa”.

    A maggio 2018 in Colombia ci sono le elezioni presidenziali e Astolfo Bergman non perde l’occasione di fornire al pubblico italiano degli elementi essenziali per comprendere il processo elettorale. Descrive innanzitutto gli attori politici in gioco grazie ad un meticoloso utilizzo delle fonti, e scrive un articolo dedicato al neoeletto Presidente della Repubblica, il candidato uribista Iván Duque.

    Mario scrive: “È come se Santos avesse spaccato l’estrema destra per stemperare l’estrema sinistra e permetterne così la partecipazione politica, che poi era il fine ultimo di un processo di pace le cui aspettative rimangono però incompiute”. Identificando poi i punti chiave del conflitto, del mancato successo degli Accordi di Pace e le deboli volontà politiche che lo accompagnano. “Tra i vari pacchetti normativi utili a convertire quanto pattuito in legge, mancano infatti quelli relativi alla realizzazione della riforma rurale (previsti al punto 1) e quelli riguardanti lo smantellamento degli altri attori armati illegali attivi sul territorio (punto 3)” constata Mario, per poi centrare l’obiettivo con parole tanto semplici quanto efficaci: “In altre parole, terra e paramilitarismo, i due gangli da sviscerare per garantire l’effettiva estirpazione delle radici del conflitto”.

    Le elezioni porteranno alla vittoria di Ivan Duque che Mario interpreta con queste parole: “La vittoria di Duque è la conclusione di una campagna elettorale iniziata nell’ottobre 2016 in occasione del plebiscito convocato per approvare l’Accordo di pace firmato con le Farc” e sancisce “il successo di uno dei più fermi oppositori di quanto pattuito a L’Avana”. Insomma il ritratto di un politico ostile alle trattative di Pace, proprio come il suo mentore Alvaro Uribe.

    In una mail a Luigi Spinola Mario raccontava così la sua volontà di scrittura e di comprensione della realtà colombiana: “Il mio interesse principale è pubblicare – sempre e quando un pezzo sia meritevole di pubblicazione – così da poter allegare in futuro una sorta di portfolio tematico su questo periodo che sto trascorrendo in Colombia”. Il tramo del suo protfolio che abbiamo ripercorso ci permette di conoscere una parte di Mario attraverso i suoi scritti, provando a restituirgli la parola, quella che sapeva utilizzare in maniera puntuale ed efficace per raccontare l’ingiustizia senza peró perdere la speranza nel cambiamento. Mario era uno scrittore che amava la complessità, le sfumature, le virgole. Un attivista che indagava con profondità le ingiustizie sociali, la difesa della terra e la violenza politica.

    Forse i tanti dubbi rimasti sulle cause della sua morte vanno ricercati anche nei temi che stava provando a mettere in luce. Forse proprio questo suo indagare, questa sua volontà di addentrarsi nella complessità per comprendere i meccanismi della violenza e le distorsioni di una pace mai realizzata è stata una delle ragioni che ha spinto qualcuno a mettere a tacere Mario Paciolla e con lui Astolfo Bergman.

  • Via della Mafia / 2

    Via della Mafia / 2

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    Ottavo episodio de “La Via”, il podcast in spagnolo curato da Federico Larsen, il giornalista argentino racconta ancora la Mafia in un secondo capitolo dedicato agli affari della ‘Ndrangheta e della Camorra e alla loro espansione anche in America Latina.


    Via della Mafia / 2

    Segunda parte del episodio doble dedicado a la historia de las mafias italianas. Luego de contar de dónde viene y qué hizo en el último siglo la Cosa Nostra, en este capítulo nos concentramos en los negocios de la ‘Ndrangheta calabresa y la Camorra napolitana. Además, analizamos la expansión global de los negocios criminales de las mafias italianas, que llegan hasta el Cono Sur de América Latina.

  • L’Amazzonia brasiliana in emergenza Covid 19

    L’Amazzonia brasiliana in emergenza Covid 19
    Comunidad Sahu-Ape, Manaus (Ricardo Oliveira/AFP)

    Latinoamericando torna a parlarci di Amazzonia: cosa succede nel cuore del Brasile, il secondo paese più colpito al mondo dalla pandemia? Qual è la situazione che stanno affrontando le popolazioni indigene, colpite dal virus e alle prese con un presidente che le avversa? Gustavo Claros dialoga con l’antropologo Paride Bolletin, ricercatore dell’Università Federale di Bahia.


  • L’Honduras nell’abisso

    L’Honduras nell’abisso

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    L’Honduras è stato colto dal COVID-19 nel bel mezzo di una crisi dello Stato nel suo complesso. Quali sono le dimensioni di questa crisi? Perché miglia di honduregni scappano dal loro paese? I legami della politica con il crimine organizzato si manifestano nelle forme oligarchiche di esercizio del potere e in un’ampia erosione della democrazia nel paese.

    di Daniel Vásquez da Nueva Sociedad

    Traduzione di Alice Fanti, Manuela Loi e Daniele Benzi

    L’Honduras è uno dei paesi più poveri del continente. Secondo i dati della Commissione Economica per l’America Latina e i Caraibi (CEPAL), almeno il 40% della sua popolazione vive in condizioni di povertà estrema e il 67,4% di povertà relativa, con una concentrazione particolare nelle aree rurali, dove il 73,5% delle famiglie vive in povertà[1]. In questo contesto di disperazione, la migrazione è  “prima di tutto una lotta per la sopravvivenza”[2] e ciò appare evidente in due importanti crisi migratorie recenti: l’inedita migrazione di migliaia e migliaia di minori non accompagnati nel 2014 e le “carovane di migranti” che intrapresero la loro marcia nella stazione degli autobus di San Pedro Sula nell’ottobre del 2018. Dei 9,9 milioni che costituiscono la popolazione honduregna, circa 945.000 risiedono negli Stati Uniti, circa 90.000 in Spagna e decine di migliaia in Messico. Circa 300.000 honduregni sono fuggiti verso gli Stati Uniti nel 2019[3], in una fase di crescenti misure antimigratorie promosse da Donald Trump e dal governo messicano. In conseguenza di ciò, l’Osservatorio delle Migrazioni Internazionali dell’Honduras ha registrato un aumento delle deportazioni tra il 2018 e il 2019, con il ritorno di 109.185 honduregni tra gennaio e dicembre 2019, espulsi per la gran parte dal Messico (64.649) e dagli USA (40.984), dei quali 24.040 erano bambini[4]. Dinnanzi all’assenza di una politica economica di reinserimento lavorativo, la maggior parte dei rimpatriati cercano di emigrare di nuovo, in alcuni casi fino a dieci volte. Nonostante le difficoltà vissute negli ultimi decenni, le rimesse inviate dai migranti sono il vero ossigeno dell’economia nazionale e equivalgono a tre volte gli investimenti annui del settore privato. Questi numeri sulla migrazione internazionale mostrano l’incapacità dello Stato nel far fronte ai molteplici problemi del paese che includono, oltre ad alti livelli di povertà, la violenza, l’insicurezza, la disoccupazione, la corruzione e l’impunità[5], il conflitto agrario, la crisi ambientale e il tema dei ricongiungimenti famigliari[6].

    La violenza estrema occupa un posto centrale nella quotidianità degli honduregni, con un tasso di 41,4 omicidi per ogni mille abitanti nel 2018. Tra il 2004 e il 2018, si sono registrati 71.695 omicidi, con una media di dieci morti violente al giorno[7]. Uno dei settori maggiormente esposti all’infiltrazione del crimine organizzato è quello dei trasporti. A titolo esemplificativo, il 27 febbraio 2020 il vicepresidente dell’Associazione dei Tassisti dell’Honduras, Rony Figueroa, è stato ucciso a colpi d’arma da fuoco di fronte a casa sua. Giorni prima, Figueroa aveva denunciato l’estorsione e la violenza compiute contro la sua associazione e aveva condannato pubblicamente la mancata risposta delle autorità di polizia di fronte alle minacce ricevute da membri della Mara ms-13[8], che riscuotono “la tassa di guerra” nella loro stazione di taxi e che sono arrivati a sequestrare uno dei loro colleghi. Questo non è un caso isolato. Lo scorso 12 marzo, la stampa locale ha riportato che gli abitanti di un quartiere di Tegucigalpa avevano risolto in autonomia il tema dell’insicurezza, bruciando vivo un sicario che aveva ucciso un autista di autobus in pieno giorno. Sui social network sono circolati video espliciti del fatto, una pratica sempre più frequente da parte della stampa e degli utenti di internet. A causa dell’estorsione nelle sue diverse forme, circa 80.000 imprese hanno chiuso i battenti negli ultimi cinque anni[9]. La violenza come forma di risoluzione dei conflitti si manifesta quotidianamente anche con liti coniugali o famigliari, stupri, sequestri e aggressioni[10]. Il quotidiano spagnolo El País ha recentemente riportato la notizia di uno dei tanti flagelli delle famiglie in Honduras: un fallito sequestro finito con la sparizione di un bambino e l’omicidio dei suoi famigliari[11]. Si potrebbero citare infiniti casi, dal momento che l’insicurezza e la violenza estrema sono le sfide più grandi della società honduregna. Secondo il Direttore del Centro di Documentazione Nazionale, gli eterogenei gruppi criminali che operano nel paese centroamericano non potrebbero agire nella misura in cui agiscono senza la complicità dello Stato[12], con la narcopolitica come espressione più emblematica dei vincoli tra Stato e crimine organizzato.

    Lo stato come bottino dei vincitori

    Da dove deriva l’incapacità dello Stato honduregno di rispondere ai problemi che tormentano un paese segnato dalla povertà, dalle diseguaglianze sociali e dalla violenza? È da secoli che lo Stato viene visto come il bottino per i vincitori e i loro alleati, cosa che spiega in buona parte la sua inefficienza. Il saccheggio dei fondi pubblici per scopi privati e il clientelismo sono problemi costanti. I poveri rappresentano la massa di manodopera dei politici corrotti che agiscono come datori di lavoro verso i loro compagni di partito, la cui unica virtù è quella della lealtà subalterna. Questo panorama si è complicato negli ultimi dieci anni con il coinvolgimento di chi governa e della sua famiglia nel traffico internazionale di droga. Il fratello dell’attuale Presidente della Repubblica, Juan Orlando Hernández, che è arrivato a gestire lo Stato tramite una presunta frode elettorale, è stato dichiarato colpevole di una quantità enorme di reati che includono anche il traffico di stupefacenti.

    La Procura per il Distretto Meridionale di New York ritiene che sia un narcotrafficante su larga scala, collaboratore dal 2004 di gruppi criminali colombiani e messicani nell’importazione di droga negli USA. Secondo l’accusa, Antonio Hernández garantiva il passaggio di stupefacenti con l’appoggio di membri della Polizia Nazionale pesantemente armati, coinvolti anche nell’uccisione di due spacciatori rivali. L’accusa fornisce dettagli su come Hernández riuscì a finanziare le campagne elettorali milionarie del Partito Nazionale dell’Honduras (PNH) nel 2009, 2013 e 2017 grazie al trasporto di circa 200 tonnellate di cocaina verso gli USA e aggiunge che “in quel periodo, Hernández aiutò [Joaquín] Guzmán Loera [El Chapo] in grandi e numerose spedizioni di cocaina[13].

    Lo stretto legame tra narcotraffico e politica era stato svelato da tempo, dopo la cattura del figlio dell’ex presidente Porfirio Lobo (2010-2014), del PNH, avvenuta nel 2015 per mano di membri dell’Amministrazione per il Controllo delle Droghe (DEA). Stando alle esplosive dichiarazioni del capo del gruppo di narcotrafficanti Los Cachiros, Fabio Lobo fungeva da facilitatore delle negoziazioni tra la mafia e lo Stato, fatto per il quale è stato condannato a 24 anni di prigione per associazione a delinquere negli Stati Uniti. Los Cachiros hanno dichiarato di aver sovvenzionato campagne elettorali del partito nazionalista (2009 e 2013) in cambio dell’appoggio dell’apparato pubblico. Anche membri di spicco del Partito Liberale sono stati condannati a pene carcerarie per aver prestato servizi commerciali e bancari al crimine organizzato. È il caso della potente famiglia Rosenthal, basata a San Pedro Sula, la capitale economica del paese, i cui membri Yankel Rosenthal, Ministro per gli Investimenti del primo governo di Hernández (2014-2018) e suo cugino Yani Rosenthal, membro del gabinetto di Manuel Zelaya (2006-2009), sono stati condannati rispettivamente e due anni e cinque mesi e a tre anni di carcere per aver favorito il riciclaggio del denaro de Los Cachiros. Tale risultato è stato raggiunto nell’ambito della strategia statunitense di lotta al narcotraffico e, con l’approvazione di Juan Hernández, tra il 2014 e il 2019 sono state ottenute 20 estradizioni[14]. Tra queste, vale la pena menzionare quella dei fratelli Valle-Valle, un potente clan di trafficanti della zona occidentale, e quella di Alexander Ardón, ex sindaco del municipio di El Paraíso, Copán. Secondo gli investigatori di InSight Crime, la mediazione di Antonio Hernández tra i clan Valle-Valle, Ardón e i loro operatori, che avevano costruito un vero impero, fu essenziale per consolidare il flusso della droga.

    Sulla base delle testimonianze degli ex comandanti honduregni estradati negli USA, la Procura statunitense cita sottilmente Porfirio Lobo e Juan Hernández come “Co-cospiratore 3 (cc3) e “Co-cospiratore 4 (cc4)” nel traffico di droga[15]. Le dichiarazioni di Ardón hanno rafforzato la tesi del flusso di narcodollari alla politica, soprattutto dopo che ha confessato l’esborso di due milioni di dollari per Lobo nel 2009 e 1,6 milioni per Hernández nel 2013[16]. L’operazione consiste nell’appoggiarsi alla Polizia Nazionale e alle Forze Armate per il trasporto e la custodia della droga, infiltrando gradualmente tutti i livelli dell’amministrazione pubblica. Con la consegna di Ardón e l’arresto di “Tony” Hernández a Miami, la politica delle estradizioni si è rivoltata contro il presidente. Le dichiarazioni degli ex soci-rivali di suo fratello hanno indebolito la già deteriorata relazione del governo con i cittadini. Tra il 2 e il 15 ottobre 2019, Hernández è stato nominato almeno 100 volte dai testimoni del processo contro suo fratello. Il 24 aprile 2020 avrebbe dovuto tenersi la prima udienza contro l’ex ufficiale della Polizia Nazionale e presunto cugino del presidente Hernández, Mauricio Hernández, accusato di traffico di droga dalla Procura per il Distretto Meridionale di New York, udienza poi posticipata a causa della pandemia da COVID-19. Lo scorso 20 febbraio, Mauricio si era proclamato innocente in relazione a tutti i capi di accusa che lo collegano alle attività di “Tony” Hernández[17].

    Il legale che rappresenta “Tony” Hernández in Honduras ha dichiarato che l’ex ufficiale Mauricio Hernández non ha alcun grado di parentela con il suo cliente e i suoi famigliari. Da parte sua, il governo honduregno respinge tutte le dichiarazioni dei detenuti negli USA e insiste nel dire che il presidente Hernández si è speso enormemente per la sicurezza nazionale. Le accuse contro «Tony» non implicherebbero né la sua famiglia né lo Stato.

    Il presidente honduregno ha dichiarato che i narcotrafficanti cercano vendetta divulgando menzogne infondate. Ciononostante, due eclatanti fatti degli ultimi tempi hanno fatto vacillare il discorso ufficiale sulla buona gestione del governo in materia di sicurezza: lo spietato omicidio in prigione del presunto narcotrafficante Magdaleno Meza nell’ottobre del 2019 e la violenta evasione di Alexander Mendoza il 14 febbraio 2020. Arrestato nel 2018 e accusato dalle autorità honduregne di essere socio dei Valle-Valle, Meza era stato spedito nel carcere di “massima sicurezza” El Pozo 1. Durante il suo arresto, vennero rinvenuti diversi “narcotaccuini” in cui si faceva riferimento a «Tony» e a «JOH» (Juan Orlando Hernández?), fatto che lo ha trasformato in un testimone chiave nel processo contro il fratello del presidente. Meza, che doveva essere estradato nel 2020, è stato selvaggiamente ucciso in prigione. Il giorno stesso dell’omicidio, sono stati divulgati i video della sicurezza in cui si vede come Meza sia stato accoltellato selvaggiamente e raggiunto da numerosi colpi di arma da fuoco, persino quando era già morto. In molti hanno interpretato il suo omicidio come un modo per zittire le voci che danneggiano il Governo[18]. Dall’altro lato, la liberazione del capo della Mara ms-13, “el Porkys” Mendoza, ad opera di un gruppo di 20 persone armate persino con esplosivi e travestite da agenti della Polizia Militare, mette in luce la fragilità delle forze dell’ordine. Come dimostrano le registrazioni delle telecamere del Tribunale in cui si teneva la sua udienza, i criminali sono riusciti a prendersi gioco della sicurezza per poi uccidere quattro ufficiali e liberare il narcotrafficante con un’operazione «da film».

    Nonostante tutto, non si sono deteriorate significativamente le relazioni del Presidente con il Dipartimento di Stato degli USA, che supporta ancora il suo scomodo alleato regionale. Le tensioni interne tra il Dipartimento di Stato e il Dipartimento di Giustizia sul tema dell’Honduras sono visibili. Il governo del PNH ha cercato di migliorare la propria reputazione e ha sottomesso la sua politica estera alle linee di Donald Trump, spostando a Gerusalemme l’Ambasciata honduregna in Israele e includendo Hezbollah nella lista delle organizzazioni terroristiche. Tuttavia negli USA, che tra il 2016 e il 2017 hanno investito 200 milioni di dollari per la politica di sicurezza honduregna[19], esistono istanze provenienti soprattutto dalla Camera dei Rappresentanti, che chiedono allo Stato honduregno trasparenza sulle sue finanze pubbliche.

    Completamente agli antipodi rispetto alle aspettative nazionali e straniere, i governi honduregni si sono caratterizzati per considerare lo Stato come un bottino dei vincitori. Nel 2015, il lavoro di giornalisti locali ha permesso di svelare i vincoli tra l’appropriazione indebita dell’Istituto Honduregno di Previdenza Sociale (IHSS) e il finanziamento della campagna elettorale del 2013 del PNH. L’antico e immutabile costume politico di considerare la funzione pubblica come un mezzo per sottrarre fondi allo Stato è stato fortemente condannato dalla cittadinanza[20]. L’azione collettiva, tradottasi in massicce “fiaccolate”, ha torto il braccio del governo e lo ha costretto a creare una Missione di Appoggio contro la Corruzione e l’Impunità in Honduras (MACCIH), promossa dall’Organizzazione degli Stati Americani (OEA) e simile alla Commissione Internazionale contro l’Impunità in Guatemala (CICIG), anche se con maggiori limitazioni.

    Dal momento che non si è ottenuto di attribuire alla MACCIH tutti i poteri della CICIG, i partiti politici di opposizione l’hanno criticata sin dalla sua fondazione nel 2016. La MACCIH è stata anche oggetto di pressioni da parte del partito di maggioranza, fatto che ha portato al suo smantellamento totale nel 2020. La principale sfida della MACCIH era rafforzare le fragili e instabili istituzioni nazionali, dare conto sulle reti di corruzione esistenti e proporre soluzioni per rendere trasparente la gestione degli affari pubblici. I 12 casi presentanti dalla squadra di indagine hanno permesso, per la prima volta, di processare alti funzionari pubblici tra i quali la ex first lady Rosa Elena Bonilla de Lobo[21], e hanno fatto acquisire alla MACCIH maggiore credibilità rispetto agli stessi partiti politici e alle istituzioni nazionali[22]. Tra le raccomandazioni avanzate dalla MACCIH, spicca la necessità di promuovere riforme politico-elettorali integrate, tra cui la Ley de Política Limpia (Legge della Politica Pulita, NdT), volta a rendere trasparenti le campagne elettorali. I deputati hanno modificato sostanzialmente la proposta originale e nel 2016 hanno approvato una legge che di fatto complica l’implementazione di politiche di trasparenza elettorale. Stando a quanto affermano i ricercatori del Centro Studi per la Democrazia, in Honduras esiste uno scambio di favori tra reti di corruzione pubblico-private, rinvigorito soprattutto nel periodo elettorale, che consiste nell’investire nella politica per ottenere poi “contratti di concessione che generano enormi fortune e che, allo stesso tempo (…) rappresentano il miglior canale per lavare denaro sporco e i proventi del narcotraffico e del crimine organizzato”[23]. Invece di realizzare riforme effettive per ribaltare questa tendenza, i deputati del Congresso Nazionale hanno approvato, il 18 ottobre scorso, il famoso “fondo dipartimentale” che permette loro di approfittare a piacimento dei fondi pubblici per alimentare le proprie reti clientelari. Il colmo è che si potranno realizzare revisioni contabili su questi fondi solo una volta che i deputati abbiano terminato il loro mandato. Lontani dalle preoccupazioni della popolazione, nel 2019 i legislatori si sono concentrati essenzialmente sul ripartirsi, a porte chiuse, i nuovi organi elettorali[24].

    Il difficile apprendimento della democrazia honduregna

    Dopo i tentativi democratici della metà del secolo scorso (1948-1963) e un periodo di dittature militari, sia conservatrici che riformiste, l’Honduras ha esperimento senza interruzioni, tra il 1980 e il 2006, sei processi elettorali, quattro dei quali hanno portato alla vittoria del Partito Liberale. Quest’ultimo si è parzialmente disintegrato con il colpo di stato del 2009 realizzato contro il “populista refundador[25] Manuel Zelaya che pretendeva dallo stesso PLH di egemonizzare il panorama politico attraverso un’Assemblea Nazionale Costituente, iniziativa che venne bloccata da membri del suo partito con l’appoggio delle Forze Armate, settori imprenditoriali, mediatici, religiosi e da poteri dello Stato. Dopo decenni di accordi e negoziazioni con il PNH, in uno dei sistemi bipartitici più duraturi del continente, il contingente liberale ha ottenuto il primato sul suo rivale nelle istituzioni statali. Con un decennio di governi del PNH, Hernández ha ottenuto ciò che per molti era l’obiettivo di Zelaya: approvare la sua illegale rielezione nel 2017 e accaparrarsi i poteri dello Stato.

    Porfirio Lobo (2010-2014) aveva dedicato il suo mandato alla reintegrazione dell’Honduras nel panorama internazionale dopo il colpo di Stato e, in quel contesto, arrivò a un accordo con il deposto presidente Zelaya, il cosiddetto Accordo di Cartagena. Il patto sciolse le tensioni nate con il golpe attraverso un processo di doppia legittimazione: il governo di “riconciliazione nazionale” guidato dal PNH sarebbe stato riconosciuto a livello nazionale e internazionale, sempre e quando Zelaya avesse beneficiato dell’apertura necessaria a fondare un nuovo partito politico. Grazie all’accordo, l’Honduras fu reintegrato nella OEA e Zelaya diede vita al suo personalistico strumento politico, il Partito Libertà e Rifondazione, conosciuto come Libre (Libero, NdT). Le negoziazioni lasciarono del tutto impuniti i responsabili del colpo di stato, che sistematicamente avevano violato i diritti umani, ma anche la malversazione del fondo Petrocaribe e la fallimentare consultazione popolare del 2009, svoltasi sotto il governo di Zelaya. Con l’inclusione nel gioco dell’ex presidente, la scacchiera politica honduregna ritrova, a partire dalle elezioni del 2014, il vecchio schema bipartitico, ad oggi quadripartito. I principali avversari del partito di maggioranza sono Libre, seconda forza che si divide il voto con il PLH, e il famoso presentatore televisivo Salvador Nasralla che a tutt’oggi non ha ancora registrato il suo nuovo partito Salvador de Honduras (Salvatore dell’Honduras, NdT).

    Potendo contare sull’appoggio dei militari, di un partito verticista e di un organizzato esercito di riserve legate da vincoli clientelari, Hernández è riuscito a sconfiggere i suoi avversari per due volte consecutive (2013 e 2017), attraverso processi elettorali colmi di irregolarità e brogli. La strumentalizzazione degli organi elettorali, le denunce di manipolazioni elettroniche nei conteggi e di compravendita di voti e il clientelismo[26] sono elementi persistenti nella cultura politica honduregna, perfezionati dal PNH nelle ultime elezioni. Le raccomandazioni lasciate dalle missioni di osservazione elettorale della OEA e dell’Unione Europea sono state in grande parte ignorate, fatto che alimenta la costante sfiducia della popolazione nei confronti delle istituzioni. Al contrario, Hernández ha ridato all’esercito un ruolo decisionale, imponendo come cavallo di Troia la guardia pretoriana del suo regime, la Polizia Militare per l’Ordine Pubblico (PMOP) e la Truppa di Intelligence e Gruppi di Risposta Speciale per la Sicurezza (TIGRE). Sicuramente, il carattere militare e di polizia è stato il tratto distintivo delle proposte programmatiche del PNH, attore storicamente alleato delle forze armate. Inoltre, Hernández è riuscito a nominare i magistrati della Corte Suprema di Giustizia, il Pubblico Ministero e il Procuratore Generale della Repubblica. I presidenti del potere legislativo e di quello giudiziario, i Ministri della Sicurezza e della Difesa, la Polizia e lo Stato maggiore dell’Esercito gli sono del tutto leali. In un tale quadro di accumulazione di potere, è possibile che il presidente ignori la partecipazione di suo fratello alle reti internazionali del crimine organizzato?

    In questo contesto, fedele alla tradizione dei leader politici tradizionali, l’ex presidente Zelaya ha cercato accordi di alto livello con il partito di governo per ottenere spazi elettorali per i suoi più vicini luogotenenti. Con la tipica autorità da leader rurale vecchio stile, che all’improvviso si è convertito allo stile “chavista[27], ha rifiutato l’idea di appoggiare un’ampia coalizione politica per chiedere nelle strade le dimissioni di Hernández e preferisce aspettare pazientemente le prossime elezioni presidenziali del 2021[28]. Secondo un collettivo di studiosi della realtà nazionale della rivista Envío-Honduras, l’accordo tra le cupole del PNH e di Libre nel Congresso Nazionale, che ha permesso a quest’ultimo raggruppamento di ottenere una rappresentanza nei nuovi organi elettorali, è la principale “valvola di ossigeno” del regime orlandista[29] (di Juan Orlando Hernández, NdT). Mauricio Oliva, attuale presidente del Congresso Nazionale e pre-candidato presidenziale per il PNH alle elezioni del 2021, non ha esitato a congratularsi per essere arrivati a un accordo con Zelaya. Di fatto, come fece notare più di 50 anni fa un importante studioso della politica centroamericana, il processo politico di questa regione è fondamentalmente un gioco di “manipolazione e negoziazione tra concorrenti per il potere – le cui risorse costituiscono l’oggetto di apprezzamento e riconoscimento reciproco – che implica il raggiungimento di un accordo negoziato al alto livello”[30]. Ciononostante, buona parte della cittadinanza sembra non identificarsi con i tradizionali “concorrenti per il potere”[31] e iniziative come la più recente Piattaforma di Lotta per la Salute e l’Educazione, guidata dalla presidentessa dell’Ordine dei Medici, Suyapa Figueroa, sono spesso percepite come legittime alternative in difesa dei servizi pubblici e importanti per riattivare il movimento di opposizione al regime autoritario di Hernández.

    Figueroa ha guidato le marce di maestri, medici, studenti e di altri settori sociali e l’occupazione di assi viari del paese nel corso del 2019, denunciando le derive neoliberali del governo in materia di salute e educazione, pretendendo garanzie su diritti universali “senza restrizioni, di qualità, ma soprattutto con calore umano”[32]. Il fallimento del neoliberismo in Honduras è sotto gli occhi di tutti e il decadimento delle strutture sanitarie ed educative ne sono la massima espressione. La cittadinanza è abbandonata a sé stessa di fronte all’esplosione di epidemie e pandemie. La recente crisi della dengue ha messo a dura prova il modello sanitario – il 2019 si è chiuso con 180 decessi, dei quali il 58% di minori di 15 anni[33]. Con quasi 2.000 casi di COVID-19 confermati, molti medici ritengono che a oggi il governo non abbia preso misure preventive adeguate ed esistono testimonianze secondo le quali si starebbero cercando terreni per creare fosse comuni. Nell’assenza generalizzata di presidi sanitari di base e di misure di biosicurezza per il personale ospedaliero, con un’ampia economia informale e con la maggioranza della popolazione che vive alla giornata, il quadro generale honduregno non è affatto confortante.

    Come altri paesi del mondo, l’Honduras sta affrontando la terribile pandemia causata dal Coronavirus, ma lo fa all’interno di una crisi dello Stato nel suo complesso. Il paese è guidato da un leader politico legato al narcotraffico che si appoggia ai militari per restare al potere, un presidente impopolare che dirige uno Stato militarizzato e incompetente. L’Honduras non può contare su una leadership credibile per far fronte alla crisi sanitaria. Le risposte statali, autoritarie e improvvisate, e la distribuzione clientelare degli alimenti sono prove evidenti della crisi statale. I giorni del Coronavirus rappresentano una sfida su grande scala per l’impoverita nazione honduregna.

    [1] Cit. in Rolando Sierra Fonseca: «Honduras: del golpe de Estado de 2009 a la crisis continuada» in Análisis Carolina N. 16, 8/2019, pag. 7.

    [2] Ibidem, pag. 10.

    [3] Forum UNAHMOS: «Entrevista a Ricardo Puerta y César Castillo. Migración, causas y consecuencias» in Presencia Universitaria, 13/2/2020.

    [4] Bollettino Informativo dell’Osservatorio delle Migrazioni Internazionali in Honduras vol. 1 No 2, 1/2020.

    [5] Gilles Bataillon: « Amérique centrale: violences et pseudo-démocraties (1987-2018) » in Hérodote vol. 171 No 4, 2018, pag. 75.

    [6] R. Sierra Fonseca: ob. cit.

    [7] Istituto Universitario in Democrazia, Pace e Sicurezza: Bollettino del Osservatorio della Violenza N. 52, 1-12/2018, pag. 2.

    [8] La Mara Salvatrucha (comunemente abbreviato in MS, Mara o MS-13) è un’organizzazione transnazionale di bande criminali associate, nata a Los Angeles e successivamente diffusasi in altre parti degli Stati Uniti, in Canada, in Messico, in Guatemala, El Salvador, Honduras, in Spagna e in Italia.

    [9] Marvin Barahona: «Múltiples crisis y una visita suspicaz» en Envío-Honduras vol. 17 No 59, 9/2019, pag. 17.

    [10] G. Bataillon: ob. cit., p. 69.

    [11] Jacobo García: «El pequeño Enoc o la maldición de Honduras» su El País, 26/01/2020.

    [12] Víctor Meza, Edmundo Orellana, Leticia Salmón, Thelma Mejía e Félix Molina «La militarizzazione della sicurezza pubblica in Honduras», Centro di Documentazione dell’Honduras, Tegucigalpa, 2015.

    [13] Dipartmento di Giustiza: «Former Honduran Congressman Tony Hernández Convicted in Manhattan Federal Court of Conspiring to Import Cocaine into the United States and Related Firearms and False-Statements Offenses», Procura per il Distretto Meridionale di New York, 18/10/2019.

    [14] Parker Asmann: «Denuncias criminales descorren fachada antinarcos del presidente de Honduras» su Insight Crime, 03/09/2019.

    [15] Steven Dudley: «Cómo un exalcalde podría tumbar al presidente de Honduras» su Insight Crime, 27/08/2019.

    [16]  Emily Palmer e Elisabeth Malkin: «Honduran President’s Brother Is Found Guilty of Drug Trafficking» su The New York Times, 18/10/2019.

    [17] Dipartmento di Giustizia: «Former Honduran National Police Officer Charged with Conspiring to Import Cocaine into The United States and Related Firearms Offenses», Procura per il Distretto Meridionale di New York, 04/09/2019.

    [18] Ismael Moreno: «Una coyuntura tormentosa e incierta: ¿cuál es el camino a seguir?» su Envío-Honduras vol. 17 No 60, 11/2019, pag. 9.

    [19] Héctor Silva Ávalos e Parker Asmann: «Cuatro conclusiones del juicio de EEUU contra el hermano del presidente de Honduras» su InSight Crime, 24/10/2019.

    [20] G. Bataillon: ob. cit., pag. 80.

    [21] Il Consiglio Nazionale Anticorruzione ha annunciato il 13 marzo 2020 la decisione dei giudizi della Corte Suprema di Giustizia di celebrare un nuovo processo per il caso “Caja Chica de la Dama” (“Piccole spese della first lady”, NdT), annullando così la condanna a 58 anni che Bonilla de Lobo aveva ricevuto per frode e appropriazione indebita.

    [22] Center for Latin American & Latino Studies: «El Monitor de MACCIH, Edición Especial», CLALS Working Papers Series, American University, Washington, dc, 9/1/2019, pagg. 3-4.

    [23] Gustavo Irías: «La ley de política limpia, una evidencia del boicot de la élite hondureña a reformas electorales sustanciales», Centro de Estudio para la Democracia, Tegucigalpa, 6/2017, pagg. 13-14.

    [24] M. Barahona: ob. cit., p. 18.

    [25] A suo modo, Zelaya può essere rappresentanto nei termini proposti da Carlos De la Torre: «Los populismos refundadores» (“I populismi rifondatori” NdT), su Nueva Sociedad Nº 267, 1-2/2017, disponibile su http://www.nuso.org.

    [26] Mario Posas: «Avances y retrocesos de la democracia electoral en Honduras (1979-2019)», lavoro presentato alla conferenza internazionale «América Central 1979-2019. De la revolución sandinista a la caravana de migrantes», Centro di Studi Messicani e Centroamericani, Città del Messico, 06/11/2019.

    [27] Peter Peetz: «¿De hacendado a revolucionario? Mel Zelaya y el giro hacia la izquierda del gobierno hondureño» su Iberoamericana vol. 9 No 33, 2009.

    [28] Milton Benítez: «Entrevista con Manuel Zelaya: Salida del Narco Dictador: ¿negociada o luchada?» su El Perro Amarillo, Facebook Live, 10/04/2019.

    [29] Envío-Honduras Nº 45/60, disponibile su http://guaymuras.hn/endistribucionlibro.php?idweb=1

    [30]  Charles W. Anderson: Politics and Economic Change in Latin America: The Governing of Restless Nations, Van Nostrand Reinhold, New York, 1967, cit. in G. Bataillon: Genèse des guerres internes en Amérique Centrale (1960-1983), Les Belles Lettres, Parigi, 2003, pag. 63.

    [31] Gruppo di Riflessione, Ricerca e Comunicazione, Compagnia di Gesù: «Percepciones sobre la situación hondureña en el año 2018. Sondeo de opinión pública. Novena edición» su Boletín aprile 2019, Radio Progreso, 4/2019, pag. 12.

    [32] S. Figueroa: «La relación médico paciente» su Revista Médica Hondureña vol. 87 Nº 1, 1-3/2019, pag. 6.

    [33] Organizzazione Panamericana di Sanità: «Actualización epidemiológica: dengue», OPS/OMS, 07/02/2020, pag. 9.